Ginga? O que é isso?


Muitos não sabem mas trata-se de um sistema que começa a aparecer com mais frequência nos canais de  TV Digital aberta.

É uma tecnologia caracterizada como interativa mas, assim como muitas outras, tem o termo interatividade empregado de forma equivocada.

No site oficial o Ginga é definido como um middleware concebido originalmente pela PUC do Rio de Janeiro e a pela Universidade Federal da Paraíba e que tem como objetivo a possibilidade de implementar aplicações e recursos de interatividade para o nosso sistema de TV Digital baseado em tecnologia de código aberto.

No início da TV Digital no Brasil as fabricantes de TV’s não eram obrigadas a inserir o Ginga em seus equipamentos, só em meados de 2010 as especificações técnicas foram normalizadas pela ABNT.

Pelo que pudemos ver pelas páginas que visitamos, o visual é bastante elaborado. Porém as aplicações em si ainda são bem simples, limitando-se a funcionar apenas durante certos horários apresentando informações estáticas como resumo do programa, personagens, galeria de fotos, próximos capítulos etc.

Confira a aplicação funcionando nas principais emissoras brasileiras:

Globo – Na imagem podemos perceber que a emissora apresenta os personagens da novela “Malhação”, galeria de fotos, e capítulos.

Record – Na imagem vemos os personagens de “Rei Davi” e ao lado um quiz.

Gazeta –  implementou um serviço de meteorologia com previsões semanais…

Rede TV – Criou uma espécie de portal

SBT – adotou um formato semelhante ao da RedeTV!, também formado por um feed de notícias, tempo e temperatura,.

Assim como as primeiras páginas na internet, os portais do Ginga ainda estão na sua infância, mas já mostram todo um potencial de desenvolvimento de produtos e serviços que podem até se tornar-se interativo de fato.

O site oficial do Ginga é esse: http://www.ginga.org.br/pt-br/sobre.Nele há mais esclarecimento, inclusive uma explicação ao nome “Ginga”.

Como tornar a sala de aula interativa


A interatividade proporciona uma ruptura com o modelo arcaico de ensino, onde professor é o emissor de uma mensagem fechada e os alunos os receptores, que não agem sobre esse conteúdo.

A ideia de interatividade passa a ser uma alternativa a este modelo de “educação bancária”, caraterizada pela simples aquisição ou transferência de conteúdo, passando a ter a interação entre os indivíduos como prerrogativa. O aluno não é mais consumidor passivo dos saberes é sim co-autor e co-produtor podendo interferir nos conteúdos.

 

Esse novo modelo de aprendizagem transforma a concepção ultrapassada de ensino, tornando-se um desafio para os profissionais da educação. Como ensinar sendo interativo?

Segundo Marco Silva, a relação interativa propagada por alguns  professores são técnicas de venda.  “As escolas e cursos via web (e-learning) que se auto intitulam interativas disponibilizam, na verdade, salas de aula aparelhadas com computadores, internet, tecnologia 3D (capacete com óculos e fone) servindo principalmente para intensificar e modernizar o velho modelo da transmissão, ou o site estático que disponibiliza textos para a leitura livresca e não dispõe de recursos para intervenção nos conteúdos, para co-criação, aprendizagem colaborativa.”

Um sala de aula interativa necessita:

 

1. Pressupor a participação-intervenção dos alunos, sabendo que participar é muito mais que responder “sim” ou “não”, é muito mais que escolher uma opção dada; participar é atuar na construção do conhecimento e da comunicação;

2. Garantir a bidirecionalidade da emissão e recepção, sabendo que a comunicação e a aprendizagem são produção conjunta do professor e dos alunos;

3. Disponibilizar múltiplas redes articulatórias, sabendo que não se propõe uma mensagem fechada, ao contrário, se oferece informações em redes de conexões, permitindo ao receptor ampla liberdade de associações, de significações;

4. Engendrar a cooperação, sabendo que a comunicação e o conhecimento se constroem entre alunos e professor como co-criação e não no trabalho solitário;

5. Suscitar a expressão e a confrontação das subjetividades, sabendo que a fala livre e plural supõe lidar com as diferenças na construção da tolerância e da democracia.

A educação brasileira ainda permanece em debito quanto a qualidade na formação.

 

 

Você encontra mais sobre interatividade e educação nos links a seguir:

 

http://www.youtube.com/watch?v=ShRODbkFIJ0

http://www.techne.com.br/artigos/A%20Educ%20_Era_Interatividade.pdf

http://www.faced.ufba.br/~dept02/sala_interativa/o_que_eh.html

Construindo a Rede


O termo interatividade surge no contexto das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação.  Para que ela ocorra de fato é preciso haver a possibilidade de intervenção do usuário. O fluxo da comunicação precisa ser de duas mãos, não apenas uma informação enviada, mas uma mensagem passível de ser alterada, disponibilizada conscientemente para mais comunicação.

M. Marchand afirma que “O emissor não emite mais no sentido que se entende habitualmente. Ele não propõe mais uma mensagem fechada, ao contrário, oferece um leque de possibilidades, que coloca no mesmo nível, conferindo a elas um mesmo valor e um mesmo estatuto. O receptor não está mais em posição de recepção clássica. A mensagem só toma todo o seu significado sob a sua intervenção. Ele se torna, de certa maneira, criador. Enfim, a mensagem que agora pode ser recomposta, reorganizada, modificada em permanência sob o impacto cruzado das intervenções do receptor e dos ditames do sistema, perde seu estatuto de mensagem ‘emitida’. Assim, parece claramente que o esquema clássico da informação que se baseava numa ligação unilateral emissor-mensagem-receptor, se acha mal colocado em situação de interatividade. Em outros termos, quando, dissimulado atrás do sistema, o emissor dá a vez ao receptor a fim de que este intervenha no conteúdo da mensagem para deformá-lo, deslocá-lo, nós nos encontramos em uma situação de comunicação nova que os conceitos clássicos não permitem mais descrever de maneira pertinente.”

Um exemplo de aplicação desse novo modelo de comunicação é a Wikipédia, uma enciclopédia digital e livre, onde o saber não é simplesmente ‘dado’, é construído. Todos as pessoas que se predisporem a falar podem contribuir, alterar informações, incluir dados, argumentar… Ela é, por si própria, um convite ao usuário – não mais mero receptor – interativo.

Ei você? Qual é seu peixe?


Dentre as muitas comparações que podemos fazer acerca das mídias sociais e as redes que se formam através delas poderíamos compará-las a um grande mercado de peixe.

Enfileirados ou mesmo distribuídos aleatoriamente no espaço virtual, pessoas, organizações, famosos ou anônimos vão montando sua “barraca” e vendendo os mais variados produtos.

Há os que propagandeiam suas qualidades, outros que aproveitam para saber do que estão falando a seu respeito, alguns publicam fotos, outros ainda, postam mensagens de encorajamento para os amigos, outros buscam encontrar um parceiro para um relacionamento mais intimo.

As empresas descobriram há pouco tempo o potencial de divulgação das mídias sociais e já estão presentes nas mais variadas delas: Orkut, Facebook, Twitter, You Tube.

O baixo custo do espaço é um dos motivos para a utilização dessas mídias e a crença num maior sucesso nessa nova forma de aproximação junto aos públicos em potencial e de interesse dessas organizações.

A questão que se faz é: será que estas organizações têm sido suficientemente interativas com os públicos, num espaço que é essencialmente interativo?

Por outro lado essa aproximação permite, antes de tudo, um maior empoderamento por parte dos públicos envolvidos, de alguma forma, com essas organizações.

Não é novidade alguma o fato de as pessoas, cada vez mais, utilizarem a web e as mídias sociais para denunciarem a má conduta de certas organizações em seus negócios, venda de produtos, atendimento, assistência técnica, poluição ambiental e uma vasta gama de problemas.

As mídias sociais parecem estar propiciando às pessoas o que elas sempre buscaram: o poder de participar. Poder este, muitas vezes “editado” e limitado pelas mídias tradicionais: tv, radio, jornal impresso, revista e etc.

Na web não há limite de tempo, não há censura de conteúdo; quem se sentir descontente com algum serviço ou produto pode manifestar-se livremente e ainda ajudar tantos outros a se orientarem no que fazer a respeito das demandas.

Juntos e organizados os cidadãos tem poder!

Marcas que fizeram #fail nas mídias sociais – HSBC e o primeiro motim

As mídias sociais já mostravam seu poder contra abusos de instituições financeiras muito antes de movimentos famosos como o #Occupy.  Em 2007, o HSBC, sorrateiramente, decidiu aumentar as taxas para clientes que possuíam conta universitária durante as férias de verão no Reino Unido, pensado que poucos iriam notar e ninguém iria se rebelar.

Um grupo de estudantes não gostou nada da ideia e lançou um movimento para boicotar a empresa. Uma página no Facebook permitia aos estudantes de todo país manifestar seu sentimento de insatisfação com o banco no que chamaram de “Stop the Great HSBC Graduate Rip-Off!”. E isso se mostrou incrível pelo fato de ser um site extremamente popular entre os estudantes (principalmente naquela época) e permitir que eles se organizassem durante as férias de verão, período em que todos estavam dispersos. Também significou que  poderiam envolver os ex-membros – os graduados que também seriam muito afetados pela nova política.  A página atraiu 4.000 universitários.

Os estudantes não somente conseguiram impedir o aumento das taxas como fizeram com que o banco renegociasse sua política de juros no cheque especial para recém-formados.

O HSBC sempre será lembrado como uma das primeiras grandes marcas a sofrer um “motim” através do Facebook. Mesmo em 2007, o banco respondeu rapidamente, inclusive na própria página do protesto na rede social. Eles evitaram que uma crise se transformasse em uma catástrofe e ainda hoje continuam a fazer um bom uso das mídias sociais.

Fonte da matéria : “Marcas que fizeram #fail nas mídias sociais – HSBC e o primeiro motim” – http://www.midiassociais.net/2012/05/marcas-que-fizeram-fail-nas-midias-sociais-%E2%80%93-hsbc-e-o-primeiro-motim/

De Sérgio Bahialista


Nas Redes entrelaçadas
As ideias do sertão
Da “capital” e do povoado
Dois mundos em conexão
E eu fico no meio
Mas não fico alheio
A esta tal relação

POeta de cordel
Também é universal
Canta a sua aldeia
E atinge o global
Pendura no Facebook
“Tuita” e trata o look
E tá sempre atual

Parabéns ao grupo
Sempre cumpram sua sina
Vamos nas redes se juntar
Pra aumentar a oxitocina
E viver mais feliz
Com o dedo assim pra cima (curtir)
rsrsr!

Inté!
Sérgio Bahialista

A bola da vez…


As redes sociais são estruturas compostas por pessoas ou organizações que compartilham valores e objetivos comuns. Diferenciadas pelos seus níveis, como relacionamento (FacebookOrkutTwitter), profissionais (Linkedin), políticas, comunitárias, dentre outras, oferecem espaço para ações que refletem o comportamento humano, interferindo nas formas de relação social.

As redes sociais não conectam apenas computadores, mas, principalmente, pessoas. O tema das redes sociais virtuais está fortemente ligado ao surgimento das estruturas sociais, como elas se formam a partir da comunicação mediada pelo computador e como essas interações geram trocas de informações e trocas sociais.

Uma rede social é composta por um conjunto de dois elementos: os atores, que podem ser pessoas, instituições  (também denominadas nós de rede) e as conexões (interações ou laços sociais). Os atores, como parte envolvida no sistema, atuam de forma a moldar as estruturas sociais, através da interação e da constituição de laços sociais. As conexões de uma rede social, diferentemente de seus atores, podem ser percebidas de diversos modos. Elas representam o principal objeto de estudo das redes sociais, e são constituídas de laços sociais, que por sua vez se originam da interação entre atores.

Segundo Raquel Recuero, em seu livro Redes Sociais na Internet a interação mediada por computador tem, assim, a capacidade de gerar e manter relações sociais, o que é imprescindível para a manutenção das redes sociais. O conjunto das interações sociais forma relações sociais.

No âmbito da internet, as relações tendem a ser mais variadas, pois há trocas de diferentes tipos de informação em diferentes sistemas. Devido às limitações contextuais da mediação, a relação poderá ser diferente da relação que aconteceria em um quadro de interação face a face.

Quer saber mais? Acesse o link:

Interatividade e as redes sociais online: http://www.com.ufv.br/disciplinas/cibercultura/2011/05/interatividade-e-as-redes-sociais-online/

Redes sociais, redes de sociabilidade:          http://simposio2011.abciber.org/anais/Trabalhos/artigos/Eixo%204/4.E4/113.pdf

TV e Interatividade


Já esclarecemos o conceito de interatividade, portanto, sabemos que ela transcende o modelo unidirecional próprio dos meios de comunicação de massa. No entanto esses meios apropriaram-se de algumas características para serem chamadas de mídias   interativas.

Interessante lembrar que o termo interatividade surgiu na década de 70 através dos críticos da mídia de massa, para caracterizar as novidades do computador que já permitiam janelas conversacionais e modificações na tela.

A televisão é o meio de comunicação de maior alcance em todo território nacional, e desde que surgiu sempre se destacou entre os demais. Com a progressão da tecnologia ocorre um aumento da exigência da população, eles querem opinar sobre a programação, querem contribuir com a mesma, ou seja, querem fazer parte da televisão. E a pouco mais de 40 anos ela já utilizava da interação com os telespectadores para a “construção” de sua programação, seja em programas de auditório, através do telefone, por e-mail, etc.  E com os avanços tecnológicos hoje temos a TV Digital, que promete interatividade as pessoas no conforto de suas casas. No Brasil o sistema de interatividade por meio da TV Digital ainda é pouco desenvolvido, existindo apenas o sistema de transmissão HDTV.

Pessoal, no próximo post dessa categoria vamos conhecer como funciona o sistema de TV Digital Interativa no mundo. Mas de acordo com o que já vimos aqui no blog, como vocês acham que deve funcionar o sistema de interatividade na TV Digital?

No link abaixo o Marco Silva, idealizador do site Sala de Aula Interativa, fala um pouco sobre o tema numa perspectiva geral.

http://www.saladeaulainterativa.pro.br/leia_era_interatividade.htm